
Eu conheci Sara no verão de 1986, quando ela veio passar seis meses em nossa casa para fazer intercâmbio. Nossa família não possuía o costume de receber intercambistas, porém uma amiga de mamãe acabou convencendo-a a aceitar uma jovem que se dispusesse a auxiliá-la, ao menos por um tempo, como baby sister. Meu irmão estava com três anos e mamãe sofrera uma cirurgia na coluna que a impedia de fazer grandes esforços. Logicamente que não faltaria uma baby sister experiente em todo o estado da Flórida, mas Cloe fora convincente ao dizer que as moças latinas eram as melhores indicadas para tal atividade.
E Cloe estava com a razão. Brian se afeiçoara à moça logo no primeiro contato e isso foi o suficiente para que Sara conquistasse imediatamente a aprovação de meus pais e de praticamente toda a nossa família. Confesso que fiquei encantado com o belo par de olhos verdes da garota, e meus conflitos de jovem pouco experimentado na vida às vezes me faziam entrar em atrito com ela, fato que causava situações embaraçosas. Atritos esses que nada mais eram que subterfúgios usados por mim para camuflar o crescente desejo que eu sentia por Sara. Sentimentos diversos e intensos, escondidos no mais profundo do meu coração, e meu maior medo é que descobrissem que aquela brasileirinha dócil era o meu ponto fraco.
A naturalidade com que ela se infiltrou na nossa vida por vezes acabou despertando também o ciúme de minhas primas, pois a verdade é que papai e mamãe acolheram Sara como sendo praticamente uma filha. Eu, para me defender e ao mesmo tempo puni-la pela tortura emocional que me causava, acabava forçando confusões entre as meninas. Era sempre Sara quem saía em desvantagem, o que no fim acabava me cortando o coração, enchendo-me ainda mais de culpa e, como se fosse possível, fazendo-me apreciá-la cada dia mais.
Um dia ouvi sem querer uma das conversas de Sara com mamãe, enquanto preparavam o jantar do Dia de Ação de Graças. Sentei-me num canto escondido ao pé da pequena escada, do lado de fora da cozinha, recostei-me e fiquei prestando atenção no seu relato. Sua voz soava naturalmente dócil e meiga, desprovida de tristeza mesmo quando falava sobre os muitos momentos tristes pelos quais passara. Como podia uma jovem de apenas dezoito anos já ter vivido tantos conflitos? Sara era mais madura que eu, dois anos mais velho que ela, enfrentara problemas dois mais diversos possíveis, e mesmo assim preservava em si o amor pela vida, a confiança em si mesma, a gratidão pelo pouco que lhe ofereciam, o otimismo e a crença no futuro. Envergonhei-me do meu comportamento de até então, prometi a mim mesmo que mudaria minhas atitudes, fazendo-me digno ao menos da sua amizade.
O tempo, porém, não me fora um bom ajudante. No início do mês seguinte Sara voltou para sua terra, com uma volumosa bagagem cultural e experiências que lhe seriam úteis para a vida toda, segundo suas próprias palavras. Na noite anterior ao seu regresso, quando meus pais promoveram uma reunião em família para a sua despedida, dei-me conta de quanto tempo eu perdi. Sara estivera conosco por metade de um ano e eu usei a maioria desse tempo para atacá-la, estratégia que adotei como minha própria defesa. Refugiei-me na varanda de nossa casa, em Miami, enquanto observava as ondas manifestarem seu louvor à noite enluarada. Uma mistura de tristeza e remorso revolvia minha mente, revivendo aqueles últimos meses de minha vida em pequenos flash backs. Sara cuidara do meu irmão caçula com um carinho quase de mãe, auxiliara meu pai no escritório da construtora, colocara-se ao lado de minha mãe durante a maior parte do tempo em todas as tarefas domésticas, servindo-a com humildade e dedicação, além de ainda encontrar tempo para nos dar aulas de português. Em troca eu apenas a provoquei... daria parte de mim para que o tempo pudesse voltar, para que eu ainda pudesse ter a oportunidade de encontrá-la novamente, ou até mesmo poder começar tudo de novo.
Como se minha prece fosse ouvida, Sara aproximou-se de mim, olhando-me com carinho.
__ Está feliz com minha partida, David? – ela perguntou com voz mansa, não com acusação, mas como se sentisse vontade de ouvir-me dizer que sentiria sua falta.
Enchi-me de coragem e confessei:
__ Daria parte de mim para poder voltar ao tempo e fazer tudo diferente, Sara. Não quero perder os poucos momentos que ainda nos restam juntos para tentar me desculpar pelas indelicadezas que muitas vezes fiz a você, mas espero realmente que não leve consigo uma má impressão de mim.
Como resposta Sara sorriu, acho que principalmente do tremor da minha voz. Justo eu, que me julgava um exímio Don Juan, não consegui disfarçar a ansiedade diante daquela menina-mulher tão esplêndida.
Entre constrangido e encantado, senti seu esbelto corpo se aproximar do meu, na penumbra causada pelas palmeiras que cercavam a propriedade, para então sussurrar ao meu ouvido:
__ Eu perdôo você.
Nada mais me impediria de manifestar meus sentimentos por ela, por isso não hesitei em envolvê-la pela cintura bem feita e tomá-la nos meus braços. Atrevida, Sara me beijou. O que senti foi indescritível, quase como um sonho. Um sonho que acabou na manhã seguinte, pois, ao acordar, Sara já havia partido.
Por dois anos nosso contato se resumiu a míseras cartas repletas dos relatos sobre sua vida, seu novo trabalho e sua faculdade de Psicologia, que eram endereçadas à família, onde meu nome só era mencionado no final. Ou em telefonemas mensais, dos quais eu só participava se tivesse a sorte de atender ao telefone quando o mesmo tocasse, caso contrário só ouvia minha mãe ou meu pai dizer após ela ter desligado:
__ Sara mandou-lhe um abraço.
Propositalmente ou não, Sara se vingava do meu tripúdio.
Seguindo os passos do meu pai, ingressei-me no mundo dos negócios, tornando-me seu braço direito na direção da nossa construtora. Cinco anos se passaram desde a partida de Sara e, nesse período, cheguei a viajar ao Brasil a negócios por duas vezes. Na primeira delas, esquivei-me de procurá-la, pois soubera através de minha mãe que estava comprometida com um político famoso. Aliás, desde que voltara à sua terra, Sara parecia não se ocupar com outra coisa além de relacionamentos fugazes. Até soube que se tornara garota propaganda de uma famosa marca de xampu (confesso que caí na tentação de assistir à campanha publicitária e me arrependi amargamente, pois seu sorriso e sua vivacidade só fizeram doer meu orgulho e meu coração), ampliando suas experiências, porém sem desistir da carreira profissional. Havia se formado em Psicologia no ano anterior.
Bom, na minha segunda viagem ao Brasil, especificamente ao Rio de Janeiro em uma conferência, cedi à tentação e telefonei à moça. Nesse único telefonema, conversamos mais do que em todos os outros após sua partida. Ela parecia a mesma de sempre, encantando-me com suas histórias engraçadas e enfeitiçando-me com seu sorriso contagiante. Pra a minha tristeza, Sara estava passando uma temporada na Amazônia, participando de um estudo com os índios da região, fato que tornou impossível marcarmos um reencontro.
Nada, porém, mudou após minha volta para casa. Em pouco menos de um mês eu tive notícias de que Sara estava engajada em mais um badalado romance, dessa vez com um famoso esportista inglês.
No início do ano seguinte fui para a Inglaterra em mais uma viagem de negócios. E durante essa minha ausência, aconteceu uma sucessão de fatos trágicos que mudaram para sempre a minha vida. E somente semanas depois é que fui me inteirar da nova realidade.
Eu participava de um simpósio onde apresentava minha tese de doutorado, em Canterbury, porém aconteceu um incidente no hotel onde estava hospedado. Enquanto os hóspedes estavam sendo transferidos para outra localidade, houve uma perda de comunicação, além de um eventual relapso da minha parte, uma vez que não contatei minha família, nem disse a ninguém o havia acontecido. Tal detalhe me custou muito sofrimento, pois, nesse espaço de tempo em que fiquei incomunicável, exatas duas semanas, perdi meus pais em um acidente de automóvel.
Segundo foi-me dito mais tarde, Bennet e Katryn iam de Miami para Palm Beach, em visita a parentes. Meu irmão Brian milagrosamente se salvou, enquanto a meus pais não sobrou tempo sequer para serem levados ao hospital. Por mais que me procurassem não conseguiram saber do meu paradeiro. Sendo assim, meu tio Jack, único irmão de meu pai, contatou Sara, que se prontificou a auxiliar em todos os trâmites necessários. Fora ela quem tomara conta do meu irmão nas horas mais difíceis, além de tentar, em vão, localizar-me.
Sara se deslocara até Londres, após uma informação equivocada da empresa pela qual eu viajava, fazendo tudo que lhe fora possível para me comunicar a terrível perda. Eu, no entanto, só pude ser consolado pelo seu imenso carinho e solidariedade quando parti feito um louco para o Brasil, um dia depois de retornar à Flórida. De acordo com uma decisão em conjunto, Brian seguiu com a moça para o seu país, depois que foram tomadas todas as providências legais para que o menino ficasse sob sua responsabilidade. Decisão mais do que acertada, e que também serviu de impulso para que eu admitisse o incontestável.
Não era somente Brian quem estava perdido e precisava de amparo. Descobri que minha vida sem Sara não tinha sentido, desde o primeiro olhar, desde as primeiras palavras, desde aquele primeiro beijo na varanda da nossa casa, na véspera de sua partida. Sara era meu rumo, meu chão, meu tudo, e o destino agora desastrosamente me jogava em seus braços.
Entre consolado e frustrado, descobri que ela sempre me amou, desde o começo, mas teve medo de dizer-me, o que não a culpo. Das dores sofridas tiramos nossas lições, comprometendo-nos um com o outro de tomarmos conta do Brian e de fazer com que cada dia fosse uma nova oportunidade.
E Cloe estava com a razão. Brian se afeiçoara à moça logo no primeiro contato e isso foi o suficiente para que Sara conquistasse imediatamente a aprovação de meus pais e de praticamente toda a nossa família. Confesso que fiquei encantado com o belo par de olhos verdes da garota, e meus conflitos de jovem pouco experimentado na vida às vezes me faziam entrar em atrito com ela, fato que causava situações embaraçosas. Atritos esses que nada mais eram que subterfúgios usados por mim para camuflar o crescente desejo que eu sentia por Sara. Sentimentos diversos e intensos, escondidos no mais profundo do meu coração, e meu maior medo é que descobrissem que aquela brasileirinha dócil era o meu ponto fraco.
A naturalidade com que ela se infiltrou na nossa vida por vezes acabou despertando também o ciúme de minhas primas, pois a verdade é que papai e mamãe acolheram Sara como sendo praticamente uma filha. Eu, para me defender e ao mesmo tempo puni-la pela tortura emocional que me causava, acabava forçando confusões entre as meninas. Era sempre Sara quem saía em desvantagem, o que no fim acabava me cortando o coração, enchendo-me ainda mais de culpa e, como se fosse possível, fazendo-me apreciá-la cada dia mais.
Um dia ouvi sem querer uma das conversas de Sara com mamãe, enquanto preparavam o jantar do Dia de Ação de Graças. Sentei-me num canto escondido ao pé da pequena escada, do lado de fora da cozinha, recostei-me e fiquei prestando atenção no seu relato. Sua voz soava naturalmente dócil e meiga, desprovida de tristeza mesmo quando falava sobre os muitos momentos tristes pelos quais passara. Como podia uma jovem de apenas dezoito anos já ter vivido tantos conflitos? Sara era mais madura que eu, dois anos mais velho que ela, enfrentara problemas dois mais diversos possíveis, e mesmo assim preservava em si o amor pela vida, a confiança em si mesma, a gratidão pelo pouco que lhe ofereciam, o otimismo e a crença no futuro. Envergonhei-me do meu comportamento de até então, prometi a mim mesmo que mudaria minhas atitudes, fazendo-me digno ao menos da sua amizade.
O tempo, porém, não me fora um bom ajudante. No início do mês seguinte Sara voltou para sua terra, com uma volumosa bagagem cultural e experiências que lhe seriam úteis para a vida toda, segundo suas próprias palavras. Na noite anterior ao seu regresso, quando meus pais promoveram uma reunião em família para a sua despedida, dei-me conta de quanto tempo eu perdi. Sara estivera conosco por metade de um ano e eu usei a maioria desse tempo para atacá-la, estratégia que adotei como minha própria defesa. Refugiei-me na varanda de nossa casa, em Miami, enquanto observava as ondas manifestarem seu louvor à noite enluarada. Uma mistura de tristeza e remorso revolvia minha mente, revivendo aqueles últimos meses de minha vida em pequenos flash backs. Sara cuidara do meu irmão caçula com um carinho quase de mãe, auxiliara meu pai no escritório da construtora, colocara-se ao lado de minha mãe durante a maior parte do tempo em todas as tarefas domésticas, servindo-a com humildade e dedicação, além de ainda encontrar tempo para nos dar aulas de português. Em troca eu apenas a provoquei... daria parte de mim para que o tempo pudesse voltar, para que eu ainda pudesse ter a oportunidade de encontrá-la novamente, ou até mesmo poder começar tudo de novo.
Como se minha prece fosse ouvida, Sara aproximou-se de mim, olhando-me com carinho.
__ Está feliz com minha partida, David? – ela perguntou com voz mansa, não com acusação, mas como se sentisse vontade de ouvir-me dizer que sentiria sua falta.
Enchi-me de coragem e confessei:
__ Daria parte de mim para poder voltar ao tempo e fazer tudo diferente, Sara. Não quero perder os poucos momentos que ainda nos restam juntos para tentar me desculpar pelas indelicadezas que muitas vezes fiz a você, mas espero realmente que não leve consigo uma má impressão de mim.
Como resposta Sara sorriu, acho que principalmente do tremor da minha voz. Justo eu, que me julgava um exímio Don Juan, não consegui disfarçar a ansiedade diante daquela menina-mulher tão esplêndida.
Entre constrangido e encantado, senti seu esbelto corpo se aproximar do meu, na penumbra causada pelas palmeiras que cercavam a propriedade, para então sussurrar ao meu ouvido:
__ Eu perdôo você.
Nada mais me impediria de manifestar meus sentimentos por ela, por isso não hesitei em envolvê-la pela cintura bem feita e tomá-la nos meus braços. Atrevida, Sara me beijou. O que senti foi indescritível, quase como um sonho. Um sonho que acabou na manhã seguinte, pois, ao acordar, Sara já havia partido.
Por dois anos nosso contato se resumiu a míseras cartas repletas dos relatos sobre sua vida, seu novo trabalho e sua faculdade de Psicologia, que eram endereçadas à família, onde meu nome só era mencionado no final. Ou em telefonemas mensais, dos quais eu só participava se tivesse a sorte de atender ao telefone quando o mesmo tocasse, caso contrário só ouvia minha mãe ou meu pai dizer após ela ter desligado:
__ Sara mandou-lhe um abraço.
Propositalmente ou não, Sara se vingava do meu tripúdio.
Seguindo os passos do meu pai, ingressei-me no mundo dos negócios, tornando-me seu braço direito na direção da nossa construtora. Cinco anos se passaram desde a partida de Sara e, nesse período, cheguei a viajar ao Brasil a negócios por duas vezes. Na primeira delas, esquivei-me de procurá-la, pois soubera através de minha mãe que estava comprometida com um político famoso. Aliás, desde que voltara à sua terra, Sara parecia não se ocupar com outra coisa além de relacionamentos fugazes. Até soube que se tornara garota propaganda de uma famosa marca de xampu (confesso que caí na tentação de assistir à campanha publicitária e me arrependi amargamente, pois seu sorriso e sua vivacidade só fizeram doer meu orgulho e meu coração), ampliando suas experiências, porém sem desistir da carreira profissional. Havia se formado em Psicologia no ano anterior.
Bom, na minha segunda viagem ao Brasil, especificamente ao Rio de Janeiro em uma conferência, cedi à tentação e telefonei à moça. Nesse único telefonema, conversamos mais do que em todos os outros após sua partida. Ela parecia a mesma de sempre, encantando-me com suas histórias engraçadas e enfeitiçando-me com seu sorriso contagiante. Pra a minha tristeza, Sara estava passando uma temporada na Amazônia, participando de um estudo com os índios da região, fato que tornou impossível marcarmos um reencontro.
Nada, porém, mudou após minha volta para casa. Em pouco menos de um mês eu tive notícias de que Sara estava engajada em mais um badalado romance, dessa vez com um famoso esportista inglês.
No início do ano seguinte fui para a Inglaterra em mais uma viagem de negócios. E durante essa minha ausência, aconteceu uma sucessão de fatos trágicos que mudaram para sempre a minha vida. E somente semanas depois é que fui me inteirar da nova realidade.
Eu participava de um simpósio onde apresentava minha tese de doutorado, em Canterbury, porém aconteceu um incidente no hotel onde estava hospedado. Enquanto os hóspedes estavam sendo transferidos para outra localidade, houve uma perda de comunicação, além de um eventual relapso da minha parte, uma vez que não contatei minha família, nem disse a ninguém o havia acontecido. Tal detalhe me custou muito sofrimento, pois, nesse espaço de tempo em que fiquei incomunicável, exatas duas semanas, perdi meus pais em um acidente de automóvel.
Segundo foi-me dito mais tarde, Bennet e Katryn iam de Miami para Palm Beach, em visita a parentes. Meu irmão Brian milagrosamente se salvou, enquanto a meus pais não sobrou tempo sequer para serem levados ao hospital. Por mais que me procurassem não conseguiram saber do meu paradeiro. Sendo assim, meu tio Jack, único irmão de meu pai, contatou Sara, que se prontificou a auxiliar em todos os trâmites necessários. Fora ela quem tomara conta do meu irmão nas horas mais difíceis, além de tentar, em vão, localizar-me.
Sara se deslocara até Londres, após uma informação equivocada da empresa pela qual eu viajava, fazendo tudo que lhe fora possível para me comunicar a terrível perda. Eu, no entanto, só pude ser consolado pelo seu imenso carinho e solidariedade quando parti feito um louco para o Brasil, um dia depois de retornar à Flórida. De acordo com uma decisão em conjunto, Brian seguiu com a moça para o seu país, depois que foram tomadas todas as providências legais para que o menino ficasse sob sua responsabilidade. Decisão mais do que acertada, e que também serviu de impulso para que eu admitisse o incontestável.
Não era somente Brian quem estava perdido e precisava de amparo. Descobri que minha vida sem Sara não tinha sentido, desde o primeiro olhar, desde as primeiras palavras, desde aquele primeiro beijo na varanda da nossa casa, na véspera de sua partida. Sara era meu rumo, meu chão, meu tudo, e o destino agora desastrosamente me jogava em seus braços.
Entre consolado e frustrado, descobri que ela sempre me amou, desde o começo, mas teve medo de dizer-me, o que não a culpo. Das dores sofridas tiramos nossas lições, comprometendo-nos um com o outro de tomarmos conta do Brian e de fazer com que cada dia fosse uma nova oportunidade.
Um comentário:
Olá! Muito bom tbm. Bjos
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